quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Plano B com Eder Oliveira

"Éder Oliveira é artista visual, foi um dos destaques na última Bienal de SP e é nosso novo personagem no #planoB. Dá só uma olhada! O trabalho dele nos emocionou muito. 
Os amigos da Muamba Estúdio assinam a produção audiovisual desse episódio." 
Vídeo do Estúdio Ovelha Negra

"O Médico Alemão" estreia no Cine Líbero Luxardo | de 15 a 25 de outubro de 2014

Cine Líbero Luxardo exibe o longa "O Médico Alemão"





O Médico Alemão. Baseado no livro "Wakolda", da escritora e cineasta argentina Lúcia Puenzo, o longa tem como pano de fundo a história real de uma família que viveu com Josef Mengele, sem saber da identidade real do homem que foi cientista nazista no campo de concentração de Auschwitz


O MÉDICO ALEMÃO
Título original: Wakolda | Direção: Lucía Puenzo | Roteiro: Lucía Puenzo | Gênero: Drama/Thriller | Ano: 2013 | País:  Argentina/França/Espanha/Noruega | Elenco: Alex Brendemühl, Diego Peretti, Elena Roger, Natalia Oreiro, Alan Daicz, Ana Pauls, Florencia Bado, Guillermo Pfening | Produção: Lucía Puenzo, Nicolás Batlle, Gudny Hummelvoll, Stan Jakubowicz, Axel Kuschevatzky, José María Morales, Fabienne Vonier | Trilha Sonora: Andrés Goldstein | Fotografia: Nicolás Puenzo | Edição: Hugo Primero |  Distribuidora: Imovision| Cor: Colorido | Duração: 93 min. |  Classificação etária: 12 anos




​​Sinopse: Enquanto atravessa a região desértica da Patagônia, em 1960, uma família argentina conhece um médico alemão que aceita ajudá-los. Chegando em Bariloche, ela torna-se hóspede da hospedaria familiar. Todos gostam dos bons modos e conhecimentos científicos deste homem, que se mostra muito preocupado com Lilith, garotinha com um pequeno problema de crescimento. Mas todos ignoram que este homem é Josef Mengele, cientista nazista que realizou experimentos com humanos no campo de concentração de Auschwitz.


Datas e horários das sessões:

15 a 18/10 (quarta a sábado) 19h
19/10 (domingo) 17h e 19h
22 a 25/10 (quarta a sábado) 19h
Excepcionalmente, não teremos sessões no domingo (26/10), em virtude das eleições

Ingressos: R$ 8,00 (com meia entrada para estudantes) 
Projeto Plateia: Dia 15 de outubro (quarta-feira) - Entrada franca para estudantes na sessão de estreia do filme
Realização: Governo do Estado do Pará | Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves

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Cine Líbero Luxardo
Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves  |  Av. Gentil Bittencourt, 650, Nazaré, Belém, Pará
Informações: (91) 32024321 | cinelibero@gmail.com

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

um círio por um colo



a única vez em que fui expulso de sala – nunca havia saído do rumo dos livros, e todos me mangavam, “litlle bullying” por certo, de c...-de-ferro, o atual nerd ou geek – foi quando perguntei a um irmão marista, o irmão Luís, por que Maria era mãe e virgem e a minha mãe só era mãe? ele me pôs, gentilmente e me chamando por nome e sobrenome, para fora da aula de catecismo; uau, quando estava à porta, humilhado, só taquicardia, ele disse que fé era algo inquestionável! ou se tinha ou não se tinha! quando o senhor compreender isso, senhor barata, volte! coisa típica para acontecer a quem não sabia calar na hora de somente ouvir.

apenas acreditava que minha mãe era tão casta quanto Maria. blasfêmia? não sei, e que as mães todas assim o são desde primaveras eras. não seríamos tolos em pensar o contrário, até por que há o Círio, procissão que louva magnificentemente uma delas. a maior, é bem certo, a santa, a que sabia os percalços pelos quais passaria e veria seu filho ser crucificado e mais tarde o teria em seu colo, homem morto. nossa! essa senhora de Nazaré é mesmo merecedora de todos os círios.

mas retorno às anônimas mães, as que não foram agraciadas pelas homenagens. as de todos os dias, as que não têm tamanhas loas e, talvez, nunca as terão. aquelas que, ao nascermos, emagrecem nos primeiros anos e tornam-se insones sempre (eu acho que as mães não dormem nunca, elas velam nossa pequena existência) e as que não podem mais morrer, pois como dizia Leda...”agora possuo um cisne”.

lembro-me de uma vez estar com minha família em casa de dona tietinha, coisa a qual fazíamos, na minha infância, à beça. era uma casa soturna, onde hoje, no largo de Nazaré, é uma clínica de acidentados.  a casa comprida e cheia de cômodos, largo e extenso corredor e em muitos ambientes, escura, com o pé direito altíssimo era um mundo pra minha meninice. sentia-me em um livro de Poe ou de Mary Shelley. dona tietinha era uma pessoa meiga de tudo, farta sua mesa, e cheia daquele saber das mães paraenses de receber bem e com calor de mãe. ah, a gente subia no muro da casa de dona tietinha e ficava vendo os filmes que passavam no finado cine Iracema. nunca fomos pegos!
bem, devo me deter a uma história. eu era o próprio detetive a vasculhar aquela casa minuciosamente: criados-mudos, compoteiras, namoradeiras, cadeiras comadre, penicos, cristais, louças, pratos de parede, toda essa mobília de vó era minha aventura naquele mundo sempre ultrarromântico.

certa feita, era Círio de Nazaré, e eu não parava pra a ele assistir, através de uma das três grandes janelas no frontispício da casa, de onde todos viam e eram vistos. estava a me embrenhar por debaixo da mesa do almoço, ou me esgueirando por detrás de algum móvel grande, tudo me era muito grande aos oito anos, ok! eu realmente sumia de meus pais, apenas ouvia o Círio, os fogos, as orações, os hinos, o murmúrio das pessoas na velha casa, quem sabe vivas ou mortas?, mas não o via. Minha memória visual do Círio quase não existe. Então, estava a abrir algum gavetão, desses que guardam saudades, quando me deu um negócio estranho, senti um perfume desses leves de água de flores, e alguém soprou em meus ouvidos.

foi, seguramente, o susto mais perto do terror que me acometeu em vida. estava pelo menos a uns quatro cômodos e setores da casa da primeira sala, completamente “home alone”, e alguém me soprava nos ouvidos? pirei, empreendi uma corrida desesperançosa e sem chão rumo à primeira sala, a que dá para a rua. Minha mãe se encontrava numa cadeira, eu a visei de longe, quando tchibum, mergulhei em seu colo, ávido por fechar os olhos e pleno de visagens.
fiquei mudo, abri os olhos e vi Nossa Senhora de Nazaré, pulei pro colo de mamãe exatamente no momento em que Ela, a que permitiu a minha expulsão de sala, pois havia questionado sua castidade (blasfêmia!), levitava na berlinda diante de meus olhos cheios d’água do medo. então eu fui me acomodando em minha mãe, com aquela outra mãe ali, meu lírio mimoso, a me proteger dos fantasmas da casa, que eu, eu fui me recostando, ajustando minha coluna, com aquele cafuné, as unhas de minha mãe eram lindas e faziam festinha como, ah... adormeci.

de novo não vi o Círio, somente a vi, mas sonhei com elas, havia já visto duas boas senhoras, matronas e maternas, e já esquecido daquela voz estranha que tinha me segredado o quê mesmo(?) lá no quarto antigo? essa lembrança reforma vários ateísmos meus e conforma uma nova visão da fé: sim só quem não questiona pode ter fé de verdade, a minha é real, pois naquele Círio, mesmo contrapondo um quase momento sobrenatural a outro que requereu minha espiritualidade repleta de certezas, de conforto e de amor maternal, me tornei uma pessoa a qual sabe que não são somente as coisas que não vemos as  verdadeiras, existe um ouvir o mundo, olha só como minhas lembranças do Círio são mais auditivas, e nele se aconchegar e se sentir seguro de tudo que vai muito mais além de nossa vã incredulidade.

                                                                                              rodrigo maroja barata 

sábado, 27 de setembro de 2014

Manual visual do neoindie.



1. Antes mais nada, lembre que ao fazer o registro dos próprios pés, certifique-se de que eles estão bem juntinhos (pra sair bonitinho).

2. Auto retrato

2.1. Aqui não há segredo: faça um registro sério [com ares de enigmático(a), não interessa se você tem apenas 19 ou 24 anos, acredite: vc é enigmático(a)!!] e se for postar no Facebook, ou no Vine, lembre que, seu comentário sobre o registro deve ser o mínimo possível, lacônico, minimalista, monossilábico.

2.2. Use um filtro de imagem ou se papai e mamãe enviarem grana, compre aquela câmera pra frentex naquela loja pra frentex.  

2.3. A mesada tá bacana!? Modifique seu perfil nas redes e mostre [discretamente e aos poucos] seu cafofo (evite as fotos de comida, ficou démodé), mostre o quanto é independente (aproveite que ninguém desconfia da mesada).

2.4. Lembre: fotos demais de você mesmo (a) nunca são DEMAIS! Esse negócio de videonarcisismo, heteronomia e especularismo são só alguns termos que os professores da facul particular insistem em ficar repetindo.


3. Fotos em grupo

3.1. Lembre sempre que a mistura teatro dos escombros + sofisticação blasé (indiferença calculadíssima à camera) faz de vocês um grupo sui generis, singular pra caralho, sem dúvida não há nenhuma foto igual na rede, nem no mundo. [acredite nisso!!].

3.2. Se você for artista visual, lembre que a pouca bebida ingerida na vernissage não é motivo pra você e seus amigos (as) parecerem sóbrios. Lembre do Thom Yorke cantando “Fake plastic trees” e mande ver nos registros.

3.3. Lembre de não exagerar no sabonete: neoindie muito perfumado vezes 12 é foda pro nariz aguentar em espaços fechados.






3.4. Lembre: transgressão controlada é a melhor transgressão que existe! Você pode ler também um pouco de Samuel Becket e aprender a arte de “fracassar o melhor sempre!”. Fotinhas com cigarro na boca, fundos com paredes sujas, fotos de rua em cidades estranhas (mais antes veja se tem um policial por perto, sua câmera é muito cara).

3.5. Ainda sobre o fracasso: Não esqueça de assistir aos curtas de Andy Warhol, mestre do charlatanismo e de ver alguns vídeos do Jen Jacobs. Antes de mais nada, aprenda a ser marginal.


3.6. Acima de tudo, não esqueça: você é um Zé Ninguém, contudo, divulgando os tweets e postagens entre um círculo de amigos, logo, logo, se você soltar um pum na rede, terá 90, 100 curtidas. Mesmo sem ter ninguém importante nas curtidas, lembre: quantidade é qualidade!!



4. Fotos de paisagem com você junto.

4.1. Além da Velma, do Salsicha e do Scooby junto ao furgão, lembre que: você não estava notando a câmera, seja natural (imagine-se como um dos refugos do local onde você está, mas cuidado pra não sujar os tênis). Ou: você estava notando sim! E tal qual a realeza, todos seus movimentos devem estampar um pathos extra terreno.





4.2. Lembre: seus amigos e o fundo da cena não estão tirando uma simples foto, realize o registro como se fosse para uma capa de disco do Arcade Fire, aguente o cheiro de sabonete e vá revisando os acessórios: óculos Ray ban, bandanas, botinhas cano longo, bolsas 1970, vestidos floridos, perceba o conjunto e mais uma vez: deem as mãos e reforce para o grupo o quanto vocês são singulares!



5. Foto com animais

5.1. Seja espirituoso, faça postagem e comente, mas antes leia algo politicamente correto sobre o bichinho em questão.


6. Fotos em eventos ou com pessoas do mainstream.

6.1. Primeira regra contraditória: nunca mostre a pessoa, faça suspense! Já que você é apenas mais um, mas quer aproveitar a circunstância de estar na presença de algum picão da moda ou das artes, vá dando pistas aos poucos de quem é a figura: seja humilde, discreto, e embaixo da imagem, faça aqueles comentariozinhos humildes, tímidos, panfletagem da arrogância não cola. Lembre, você é – acima de tudo - muito importante para papai e mamãe.   

 6.2. No Facebook, seja gélido (a), lembre da fleuma britânica, tenha nervos de aço para não responder com grosseria aquele comentário daquele (a) amigo (a) chato (a) que descobriu seu plano. Em outras palavras: não se mostre fora da imagem que você criou para si mesmo (a).

6.3. Lembre: transgressão controlada é a melhor transgressão que existe! Você pode ler também um pouco de Samuel Becket e aprender a arte de “fracassar sempre o melhor!”. Fotinhas com cigarro na boca, fundos com paredes sujas, fotos de rua em cidades estranhas (mais antes veja se tem um policial por perto, sua câmera é muito cara), grafiti, cara de doente com cerveja na mão, etc, etc.

6.4. Ainda sobre o fracasso: Não esqueça de assistir aos curtas de Andy Warhol, mestre do charlatanismo, ver o filme "The Factory Girl" e de ver alguns vídeos do Ken Jacobs. Antes de mais nada, aprenda a ser marginal.


6.5. Em um evento importante e hypado nunca desgrude da Velma e do Scooby, as fotos com eles são bem mais retrô. Evite aqueles tios que sempre querem tirar uma casquinha da sua juventude “Easy Rider”.    

Por Ingrid Natália, POA. 2014, para NOVAS MEDIAS. 

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Comemoração de aniversário de 7 anos do Cineclube Alexandrino Moreira tem dia inteiro para o cinema

Programação especial terá 12 horas de cinema, incluindo mesa redonda com João de Jesus Paes Loureiro, Luiz Arnaldo Campos e Jorge Bodanzky. Das 9h às 21h no dia 29 de setembro. Entrada franca.

SERRA PELADA: A LENDA DA MONTANHA DE OURO, Documentário de Victor Lopes

No momento em que chega aos sete anos de atividades, o Cineclube Alexandrino Moreira, apresenta programação especial. Durante todo mês de setembro, estão sendo exibidos diversos filmes do acervo do NPD Pará e parceiros do projeto, como a ACCPA – Associação de Críticos de Cinema do Pará. A festa maior será nesta segunda, dia 29, com uma intensa programação dedicada totalmente ao cinema. São 12 horas de exibições de filmes de todo o país, finalizando com uma mesa redonda para discutir a produção audiovisual da Amazônia. Nela estarão presentes os cineastas Luiz Arnaldo Campos (Pa) e Jorge Bodanzky (SP), o professor e pesquisador João de Jesus Paes Loureiro (Pa) e a mediação com a produtora cultural, jornalista e documentarista Luciana Medeiros.
Há sete anos, o Cineclube Alexandrino Moreira vem criando oportunidades de circulação e de acesso às produções audiovisuais. São sete anos abrindo janelas para a produção audiovisual paraense e brasileira com dificuldades de circulação, além de dar vazão ao cinema clássico e ao exercício da crítica, a partir da parceria com a Associação dos Críticos de Cinema do Pará.
Criado pelo Núcleo de Produção Digital – NPD, em 27 de setembro de 2007, seu nome é uma homenagem  a um dos grandes entusiastas do cinema de arte em Belém: Alexandrino Moreira, que durante anos manteve os Cinemas 1, 2 e 3. O Cineclube Alexandrino Moreira nasceu principalmente com a finalidade de circular a produção cinematográfica que não entra no circuito comercial comum. Segundo o diretor do NPD e programador do Cineclube, Afonso Gallindo, “estamos prezando a essência do Cineclube Alexandrino Moreira. Esta é a alma do cineclube, ele nasceu com essa finalidade.”, afirma o gerente sobre a necessidade da circulação dos filmes.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

SESSÃO MALDITA APRESENTA DOCUMENTÁRIO "BOTINADA: A ORIGEM DO PUNK NO BRASIL"




O documentário "Botinada: A Origem do Punk no Brasil", será exibido nesta sexta-feira (dia 26 de setembro) na Sessão Maldita no Cine Líbero Luxardo, às 21 h, com entrada franca. Confira abaixo informações sobre o filme e sobre a sessão. 

"Foi por causa do punk que eu descobri que poderia montar uma banda, tocar e compor. Poderia basicamente qualquer coisa. Até mesmo arriscar fazer um documentário. Resolvo então me concentrar na turbulenta chegada do movimento por aqui. Parto para a pesquisa. Começo a rastrear os entrevistáveis. Quem são? Onde estão? O que eles fazem hoje em dia? Me pego diante de uma insolúvel espécie de gincana norteado por pistas falsas. Todo o material que encontro está em condições precárias: fitas de vídeo mofadas e jornais caindo aos pedaços. Não poderia ser diferente. Vou atrás de todos os vestígios, tento juntar o máximo de material possível antes que seja tarde. Os punks me recebem muito bem. Eles transbordam emoção e sinceridade nos depoimentos. Depois de duas décadas, conseguem o distanciamento necessário pra ver toda essa história com bom humor. Os ricos detalhes permanecem num arquivo empoeirado na memória. Botinada traz à tona essa incrível história contada pelos punks que vivenciaram de corpo, alma e jaqueta de couro essa caótica jornada."

Gastão Moreira


Sessão Maldita apresenta
BOTINADA: A ORIGEM DO PUNK NO BRASIL
Título original: Botinada: A origem do punk no Brasil | Direção: Gastão Moreira | Roteiro: Gastão Moreira | Gênero: Documentário musical | Elenco: Clemente Nascimento, João Gordo, Kid Vinil, Antonio Bivar, Wander Wildner,  Marcelo Nova, Garotos Podres, Cólera e Olho Seco, Ratos de Porão, Replicantes, Lixomania, Fogo Cruzado, Restos de Nada, Espermogramix, Condutores de Cadáver, Hino Mortal e Rephugos | Ano: 2006 | País: Brasil |  Cor: Colorido e preto e branco | Duração: 110  min. | Classificação etária: 16 anos



Sinopse: Botinada narra as origens do punk rock no Brasil, sua primeira fase (1976 - 1984) e o paradeiro de seus protagonistas. Foram 4 anos de pesquisa, 77 pessoas entrevistadas, milhares de horas nas ilhas de edição, 200 horas de vídeo e muitas imagens raras e inéditas compiladas pela primeira vez. O documentário teve como base os documentários Punks, Garoto do Subúrbio e Rota ABC, e conta com imagens raras, como a banda Cólera tocando ao vivo em 1980 na TV Tupi que nunca foi ao ar e o Inocentes tocando no Gallery em 1982, além de entrevistas com punks de todo Brasil, jornalistas, cineastas, bandas e simpatizantes do movimento punk.

Sexta-feira, dia 26 de setembro de 2014
às 21h
Entrada franca 
O Cine Líbero Luxardo dispõe de 86 lugares, com espaços para cadeirantes

Realização: Governo do Pará | Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves





Cine Líbero Luxardo
Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves  |  Av. Gentil Bittencourt, 650, Nazaré, Belém, Pará
Informações: (91) 32024321 | cinelibero@gmail.com

terça-feira, 16 de setembro de 2014

ARTE PARÁ 2014 ANUNCIA SELECIONADOS


ARTE PARÁ ANUNCIA SELECIONADOSDepois de três dias consecutivos analisando cerca de 660 dossiês encaminhados ao concurso – um aumento de 27% em relação ao ano anterior –, a banca de jurados presidida por Paulo Herkenhoff e composta ainda por Éder Chiodetto, Armando Queiroz e Ernani Chaves, escolheu 20 artistas de todo o Brasil. A seleção ocorreu na sede do Jornal O Liberal, de 13 a 15 de setembro.
O júri avaliou a documentação fotográfica, memoriais de projetos e maquetes em CDs e DVDs. O objetivo era promover um melhor julgamento do conteúdo artístico. Este ano, todas as regiões do Brasil foram mapeadas, à medida que foram colocadas, à disposição do candidato, 17 categorias. As mais disputadas foram Fotografia, Pintura e Desenho. Já os estados de São Paulo, Pará e Rio de Janeiro foram os locais, onde o número de inscritos foi maior.
Paulo Herkenhoff, Diretor-Cultural do Museu de Arte do Rio (MAR) e também curador da mostra, destaca que o número expressivo de inscrições e a presença dos 26 estados da Federação no concurso, consolidam a presença nacional e demonstram o reconhecimento do artista para com o evento. “O Arte Pará deixa de ter uma agenda regionalista para possuir uma outra, intelectualmente, mais completa e refinada e diálogo com o resto do país”, define.
Perguntado se a produção artística da Amazônia tem tido um desenvolvimento grande, o curador fez questão de frisar que a região é um lugar de intensa história da arte. Um espaço onde os artistas são muito diversificados e; onde cada um tem a sua linguagem, modo de produzir e projeto individual. “Acabei de inaugurar a exposição Pororoca, que conta com 500 peças. Isso é a metade do que o MAR possui”, garante.
Depois de selecionado, o artista compromete-se a participar de todo o processo educativo, que inclui seminários e conversas aproximadas com os mediadores e o público. A divulgação dos três primeiros colocados, assim como a premiação, ocorrerá no dia 09 de outubro, data de abertura das exposições.

PREMIAÇÃO $$$$$$$$$$
Além da premiação devida aos três primeiros colocados, todos os artistas selecionados terão direito a uma ajuda de custo no valor de R$1.000,00. O auxílio será destinado para custear a produção do trabalho eleito e/ou despesas referentes à participação no evento.

DEVOLUÇÃO
O material de inscrição dos artistas não selecionados será devolvido por Correio, desde que contenha, em anexo, envelope e selo para devolução. Já os dossiês de artistas locais não selecionados deverão ser retirados, de 16 a 30 de setembro de 2014, na sede da Fundação Romulo Maiorana, em Belém.

LISTA COMPLETA COM OS 20 SELECIONADOS

Andrea Barreiro
Costa & Brito
Davilyn Dourado
Dirnei Freire Prates
Eduardo Ekman Simões
Elaine Arruda
Flora Romanelli Assumpção
Henrique Oliveira
José de Almeida Viana Júnior
Juliana Notari
Luciana Magno
Luisa Nóbrega Silva
Mariana Pedrosa Marcassa
Melissa Barbery Lima
Paul Cezanne Souza Cardoso de Moraes
Pedro David de Oliveira Castello Branco
Raquel Uendi Matusita
Ricardo “Villa” Gomes da Silva
Rodrigo Arruda Proto Gonzalez
Vitor Mizael Rubinatti Dias

Serviço
Abertura: 09 de outubro
Perído Expositivo: 10/10 a 09/12/2014
Onde: Museu do Estado do Pará (MEP), Casa das Onze Janelas e Museu Paraense Emílio Goeldi
Patrocínio: Supermercados Nazaré, Fibra-Faculdade Integrada Brasil Amazônia, Banco da Amazônia e Vale

Apoio
Governo do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus, Sol Informática, SEOP, Setrans-Bel, Remanso do Bosque, K Eventos e Veloz Tintas

Texto: Fabricia Sember

Mesa redonda: A fotografia no contexto da arte contemporânea (BH)


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Lab.Círio (laboratório de criação em narrativas visuais) começa na próxima semana - Fotoativa

Lab.Círio começa na próxima semana!

com Allan Maués, Cinthya Marques, Rodrigo José
e convidados Miguel Santa Brígida, Octavio Cardoso, Paes Loureiro e Patrick Pardini


Lab.Círio - Laboratório de Criação em Narrativas Visuais

O Círio de Nazaré é tema da primeira edição do Laboratório de Criação em Narrativas Visuais, proposto pela Associação Fotoativa. O Lab.Círio oferece um espaço de troca de experiências entre artistas, pesquisadores e profissionais consagrados, tendo como foco o discurso fotográfico. A proposta objetiva direcionar olhares mais cuidadosos e atentos sobre a maior manifestação cultural da cidade de Belém, e uma das maiores do mundo – o Círio de Nazaré.
Mediado por Allan Maués, Cinthya Marques e Rodrigo José, o Laboratório propõe o compartilhamento de experiências estéticas e a construção de relatos a partir da festividade, primeiramente através de encontros com artistas e pesquisadores que discutem em seus trabalhos o Círio de Nazaré. Os convidados para esta edição são: o fotógrafo e coordenador do Núcleo de Fotografia do Museu da Universidade Federal do Pará – MUFPA, Patrick Pardini; o professor, carnavalesco e diretor do “Auto do Círio”, Miguel Santa Brígida; o poeta e professor de Estética, Filosofia da Arte e Cultura Amazônica, na Universidade Federal do Pará João de Jesus Paes Loureiro; e o fotógrafo e editor do jornal Diário do Pará, Octávio Cardoso.

Cirio, Patrick Pardini, 1989

Os mediadores, membros do Núcleo de Formação e Experimentação da Fotoativa, destacam que “o Lab.Círio procura oferecer um espaço coletivo de trocas, reflexão e criação, provocando o olhar de fotógrafos que desejam desenvolver um ensaio sobre o evento que move a cidade de Belém durante o segundo semestre”. Com o propósito de estimular a produção de conteúdo autoral a partir do Círio, o Laboratório abarca desde o compartilhamento da ideia inicial até a realização de um ensaio, a criação de uma proposta visual que poderá integrar fotografia, texto e/ou outras mídias.
Para o professor e poeta João de Jesus Paes Loureiro, a ideia de realizar um laboratório com discussões teórico e práticas auxilia na construção do discurso narrativo para as artes: “a iniciativa é super importante, pois não se vê normalmente a abordagem teórica relacionada com a aplicação técnica nas atividades artísticas, como, por exemplo, na fotografia, onde se privilegia a ação, sem pensar o que vem antes do ato, e mesmo o arcabouço teórico que influencia este ato.”

Cartazes do Cirio de Nazare no mercado da carne, de Miguel Chikaoka,  Belém 2006

Os primeiros encontros do Lab.Círio serão realizados com os quatro convidados, propondo uma reflexão a partir de diferentes abordagens do Círio enquanto manifestação cultural e estética, além de um ato de fé. Estes encontros devem servir como base para elaboração dos projetos autorais individuais e/ou coletivos dos participantes que serão compartilhados e discutidos em grupo ao longo do laboratório.
Destinado ao público interessado em experimentar um processo de criação em diálogo com outros artistas e pesquisadores, o laboratório prevê um total de 6 encontros, com início no dia 23 de setembro às 19h. As inscrições que devem ser realizadas diretamente na secretaria da sede provisória da Associação Fotoativa, que fica na Travessa Frutuoso Guimarães, nº 615.
Procissão fluvial, de Miguel Chikaoka, Círio, 2000
Mediadores - Núcleo de Formação e Experimentação – Fotoativa
Allan Maués possui formação em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal do Pará. Participou de algumas mostras, dentre elas, Salão Primeiros Passos do CCBEU (2011) e da exposição “Paisagem em (des) construção”. Atua junto à Associação Fotoativa desde 2011, integrando atualmente o Núcleo de Formação e Experimentação.
Cinthya Marques é educadora e artista visual graduada pela Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal do Pará, atua como fotógrafa e pesquisadora em diversas áreas de pesquisa como criação e crítica. É mestranda pelo Programa de Pós Graduação em Artes do Instituto de Ciências da Arte da UFPA desenvolvendo pesquisa sobre a obra do fotógrafo paulista Sinval Garcia e sua atuação nas artes visuais na Amazônia.
Rodrigo José vive e trabalha em Belém (PA). Com formação superior em Comunicação Social pela Universidade da Amazônia. Desenvolve trabalhos voltados para fotografia documental e também audiovisual. Desenvolve projetos em colaboração junto a Associação Fotoativa, bem como ministra oficinas e Iniciação a Fotografia pelo Serviço Social do Comércio – SESC Boulevard.
Convidados
Miguel Santa Brígida é jornalista, ator, encenador e professor de teatro. Carnavalesco. Mestre, Doutor e Pós-doutor em Artes Cênicas. Pesquisador em Culturas populares com ênfase na espetacularidade afro-brasileira. Líder do grupo de Pesquisa – TAMBOR- Grupo de Estudos em Carnaval e Etnocenologia (CNPq- 2008).
João de Jesus Paes Loureiro é poeta e professor de Estética, Filosofia da Arte e Cultura Amazônica, na Universidade Federal do Pará. Mestre em Teoria da Literatura e Semiótica, PUC/UNICAMP, São Paulo e Doutor em Sociologia da Cultura pela Sorbonne, Paris, França.
Octavio Cardoso é fotógrafo, vive e trabalha em Belém (PA). Começou a fotografar em 1984 na Fotoativa, tendo sido seu presidente de 2000 a 2007. Recebeu o grande Prêmio do Salão Arte Pará 87 e Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, 2010. Tem obras nos acervos do MAM – Rio, MHEP (PA), CCBEU (PA) e MASP – Pirelli.
Patrick Pardini é fotógrafo, reside em Belém-PA desde 1981. Desde 1999, desenvolve a pesquisa fotográfica Arborescência – fisionomia do vegetal na paisagem amazônica, contemplada com as bolsas VITAE (2002) e IAP-Instituto de Artes do Pará (2003), selecionada pelo Ano do Brasil na França (2005) e pelo Projeto Portfólio do Itaú Cultural (2008). Desde 2003, coordena o Núcleo de Fotografia do Museu da Universidade Federal do Pará-MUFPA.

Lab.Círio – Laboratório de Criação em Narrativas Visuais
Período: 23, 24 e 30 setembro 02, 16 e 17 outubro 2014
Horário: 19h as 22h
Carga horária: 18 horas
Investimento: R$ 150,00
Vagas: 15
Mediadores: Allan Maués, Cinthya Marques e Rodrigo José
Convidados: João de Jesus Paes Loureiro, Miguel Santa Brígida, Octávio Cardoso e Patrick Pardini

Foto do Cartaz: Rodrigo José
Fotos na sequência: Patrick Pardini (1), Miguel Chikaoka (2 e 3)

 

desenvolvido por
Núcleo de Comunicação e Difusão
Associação Fotoativa

a.fotoativa@gmail.com
+55 (91) 3225-2754

Frutuoso Guimarães, 615
Bairro Campina · Belém · Pará · Brasil