quarta-feira, 25 de março de 2015

Fotoativa divulga oficinas do Pinhole Day Belém 2015

Pinhole Day Belém divulga programação de oficinas durante o mês de abril

“Exercícios de Liberdade” é o tema da 14ª edição do Pinhole Day Belém, projeto que celebra anualmente a prática da fotografia artesanal, concatenada a diversas cidades no mundo inteiro.
Em 2015, com um programa diverso que engloba oficinas, intervenções, jornadas fotográficas, mostras e debates, o projeto acontece entre os dias 7 e 29 de abril, através da co-realização da Associação Fotoativa, o Coletivo Olhar Analógico e o Espaço Casulo Cultural.
Ao longo do mês de abril, serão realizadas quatro oficinas, que seguem com pré-inscrições abertas, sendo as três primeiras ofertadas pela Fotoativa e a última pelo Espaço Casulo Cultural.

terça-feira, 17 de março de 2015

Fotoativa convida - Circuito Independente: aproximações possíveis entre Belém e São Paulo

Nesta terça-feira, na Sede da Fotoativa - Praça das Mercês, abre o Ciclo de Encontros do projeto Circuito independente: aproximações possíveis entre Belém e São Paulo.
O release segue abaixo. Os interessados estão convidados!
 

A Associacão Fotoativa participa do ciclo de encontros Circuitos Independentes que acontece em Belém durante a semana.
Dos dias 17 à 19 de março, terça, quarta e quinta-feira, o Ateliê397, com apoio do Ministério da Cultura – via edital Redes, da Funarte, conduzirá em Belém um ciclo de três encontros que integra as atividades do projeto Circuito independente: aproximações possíveis entre Belém e São Paulo. Os encontros, que contam com a participação dos gestores dos espaços onde serão sediados, acontecerão na Associação Fotoativa, no Gotazkaen e no Atelier do Porto.
As mesas que compõem o ciclo abordam tópicos fundamentais para o funcionamento de um espaço independente de arte, como a criação e a manutenção de uma programação experimental, a construção de canais efetivos de comunicação com seu público, as estratégias de financiamento entre outros. O propósito é aproximar pessoas que têm experiência ou interesse em trabalhar com o circuito independente de criação ligado às artes visuais (artistas, curadores, críticos de arte e pensadores) e instaurar um espaço de diálogo. A iniciativa visa, também, consolidar uma rede de trocas entre espaços localizados em regiões distantes geograficamente e ampliar o contato entre as cidades de Belém e São Paulo, fortalecendo a programação independente e experimental, as parcerias e a circulação da produção artística entre estas localidades.
Nos cinco anos de atuação a frente do espaço, os gestores do Ateliê397, Thais Rivitti e Marcelo Amorim, vêm realizando atividades que apontam para o fortalecimento da atuação dos independentes no circuito das artes. A exposição “Espaços independentes: a alma é o segredo do negócio”, na Funarte-SP (2013), onde foram realizadas ações conjuntas com diversos espaços independentes da cidade de São Paulo, e a publicação do livro pioneiro “Espaços independentes” (2010), são exemplos de ações concretas que visam a articulação entre os atores dessa promissora cena independente no Brasil.

Serviço:
Ciclo de encontros “Circuito independente: aproximações entre Belém e São Paulo”.
Dias 17, 18 e 19 de março, sempre às 19h:
Programação gratuita, aberta a todos os interessados
Não é necessária inscrição prévia
Mesa: “Independência e experimentalismo: a emergência de espaços de arte no Brasil
Onde: Associação Fotoativa
Praça das Mercês, 19; Campina, Belém – PA
Data: 17 de março, 19h – terça-feira.
Thais Rivitti fala sobre as curadorias do Ateliê 397 e como são direcionadas as ações do espaço como um todo.

Mesa: “Campanhas: comunicação e provocação
Onde: Gotazkaen
Travessa Rui Barbosa, 543; Reduto, Belém – PA
Data: 18 de março, 19h – quarta-feira.
Marcelo Amorim fala sobre a comunicação do Ateliê 397

Mesa: “Gestão sem orçamento
Onde: Atelier do Porto
Travessa do Gurupá, 104; Cidade Velha, Belém – PA
Data: 19 de março, 19h – quinta-feira.
Thais Rivitti e Marcelo Amorim falam sobre Gestão de Espaços Independentes e modos de sustentabilidade



Associação Fotoativa


desenvolvido por
Núcleo de Comunicação e Difusão

 

visite fotoativa.org.br
escreva a.fotoativa@gmail.comligue +55 (91) 3225-2754
Frutuoso Guimarães, 615 · Campina · Belém · Pará · Brasil
 

segunda-feira, 16 de março de 2015

O documentário 'A Escala' entra em cartaz no Cine Líbero Luxardo em meio ao Circuito de Cinema Francófono

O documentário 'A Escala' entra em cartaz no Cine Líbero Luxardo em meio ao Circuito de Cinema Francófono
 



A Escala, do iraniano Kaveh Bakhtiari está em exibição de 18 a 22 de março, com entrada franca, no Cine Líbero Luxardo

O mês de março é dedicado às programações que ressaltam e valorizam a Francofonia, uma das grandes áreas linguísticas mundiais. Os países que formam o grupo, porém, não se limitam ao idioma em comum, mas compartilham também os valores humanistas disseminados pela língua francesa. Como parte das programações do mês da francofonia, a Aliança Francesa de Belém promove aos amantes da sétima arte um Circuito de Cinema Francófono repleto de humor, suspense e emoção. Em parceria com o Cine Líbero Luxardo, Cinema Olympia, Cine Estação e o Sesc Boulevard, o circuito contempla todos os cinéfilos de forma diversificada e divertida de 04 a 31 de março, com uma programação que vai do clássico ao contemporâneo.    

Internacionalmente comemorado no dia 20 de março, a grande festa da diversidade francófona tem por objetivo celebrar as culturas de todos os países que fazem parte deste bloco de união chamado Francofonia. Assim, o evento que acontece nos cinco continentes é promovido pela Aliança Francesa de Belém na cidade, proporciona um mês de março recheado de eventos que ressaltam as culturas francófonas dos 57 países-membro, dentre eles a França, Marrocos, Bélgica, Suíça e Canadá.

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A ESCALA
Título original:  L'Escale | Direção:  Kaveh Bakhtiari  | Roteiro: Kaveh Bakhtiari| Gênero: Documentário | Ano: 2013 | País: Suíça/França | Montagem: Sou Abadi, Kaveh Bakhtiari, Charlotte Tourres | Música: Luc Rambo |  Fotografia: Kaveh Bakhtiari | Produção: Elisabeth Garbar, Heinz Dill, Olivier Charvet, Sophie Germain | Cor: Colorido | Duração: 100 min. |  Classificação etária: 14 anos




De 18 a 22 de março (de quarta-feira a domingo)
19h
Entrada franca

Sinopse: Em Atenas, o modesto apartamento de Amir, um imigrante iraniano, tornou-se um lugar de trânsito para outros que, como ele, fizeram a escolha de deixar seu país. Mas a Grécia não é nada mais do que um ponto de escala. Todos esperam para poder entrar em outro país ocidental. Eles se encontram presos lá, com Amir, na espera por seus papéis, por seus contatos e pelo barqueiro à quem confiaram seu destino.


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Próxima semana, nas Sessões Regulares do Cine Líbero Luxardo:


HOJE
Título original: Aujourd'hui | Direção: Alain Gomis | Roteiro:  Djolof Mbengue, Marc Wels | Gênero: Drama | Ano: 2012| País: França, Senegal | Elenco: Saül Williams, Aïssa Maïga, Djolof M’bengue, Anisia Uzeyman  | Cinematografia: Crystel Fournier| Montagem: Fabrice Rouaud | Produção: Alain Guesnier, Eric Idriss Kanango, Oumar Sall, Gilles Sandoz | Cor:Colorido | Duração: 86 min. |  Classificação etária: 14 anos




De 25 a 29 de março (de quarta-feira a domingo)

19h
Entrada franca
Sinopse: Um cativante retrato, visualmente exuberante e poético, do Senegal através de um dia na vida de um homem que aguarda sua sentença de morte por um julgamento. Ele então decide fazer do seu último dia, o melhor de todos.




Realização e Parceria:



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Cine Líbero Luxardo
Fundação Cultural do Estado do Pará 
Av. Gentil Bittencourt, 650, Nazaré, Belém, Pará | Informações: (91) 32024321 | cinelibero@gmail.com

quinta-feira, 12 de março de 2015

quarta-feira, 4 de março de 2015

Abertas as inscrições processo seletivo para a ESCOLA INTERNACIONAL DE CINEMA E TV DE CUBA

Abertas as inscrições processo seletivo para a ESCOLA INTERNACIONAL DE CINEMA E TV DE CUBA

INSCRIÇÕES PARA CANDIDATOS BRASILEIROS 

A Coordenação dos Exames de seleção para a EICTV no Brasil comunica que estão abertas até o dia 7 de março, as inscrições para o Processo Seletivo 2015 / 2018. As provas serão aplicadas nos dias 13 e 14 de março, em cinco cidades: Belo Horizonte / MG, Recife / PE, Florianópolis / SC, Brasília / DF e Belém / PA.

Serão oferecidas oito especializações:
-  Direção,
- Produção,
- Roteiro,
- Fotografia,
- Som,
- Documentário,
- Edição e
TV e Novas Mídias.
Cada candidato deverá optar por apenas uma destas especializações.

O curso tem duração de 3 anos. O início está previsto para setembro de 2015 e término em julho de 2018.




Processo de seleção
Cada candidato responderá a 2 provas escritas: uma prova de conhecimentos gerais e uma prova correspondente à especialização que escolheu. Os candidatos aprovados nas provas escritas passarão por entrevista oral no dia seguinte (14 de março). A comissão julgadora, então, realiza uma pré-seleção indicando os melhores candidatos em cada especialização. Caso haja necessidade, algumas entrevistas serão realizadas no domingo, dia 15 de março. Os candidatos que tenham vindo de outras cidades terão prioridade, na ordem das entrevistas. Todo o processo é realizado em português. O material e a documentação dos selecionados são enviados, em seguida, para Cuba, para a EICTV. O Conselho Docente da EICTV faz a seleção final. Os nomes dos candidatos selecionados devem ser anunciados na segunda quinzena de junho.

Do Brasil, serão selecionados de quatro a seis candidatos. A seleção é feita por especialização, entre os candidatos de todo o mundo, principalmente da América Latina. São oferecidas 5 vagas por área formando um grupo de 40 estudantes. Não existe uma cota determinada para cada país. 

A Prova Específica acontece entre 8h e 11:30h e a Prova de Conhecimentos Gerais, entre 13:30h e 16:00h, no dia 13 de março.

Matrícula

A matrícula para os três anos tem um custo de cinco mil euros por ano. Forma de pagamento: à vista (em setembro) ou em duas parcelas (setembro e janeiro). O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual subsidia parte do valor da matrícula dos alunos brasileiros sendo o restante pago pelo aluno. Este subsídio cobre integralmente a matrícula do segundo e terceiro anos e parte do primeiro ano do curso.

Os estudantes que ingressam no curso regular têm direito a hospedagem em quartos individuais, alimentação, transporte entre Havana e San Antonio de los Baños, assistência médica primária e de emergência, material escolar e produção integral dos trabalhos em cinema e vídeo.



Sobre a Escuela Internacional de Cine y TV
A  EICTV, localizada em San Antonio de los Baños (Cuba), é considerado um dos melhores centros de formação audiovisual em todo o mundo. Foi fundada em 15 de dezembro de 1986, pela Fundação Novo Cinema Latino-Americano (FNCL). Seus fundadores foram o jornalista e escritor colombiano Gabriel Garcia Marquez, o poeta e realizador argentino Fernando Birri e o teórico e realizador cubano Julio García Espinosa, entre outros. Na época, a intenção foi criar uma escola que atendesse povos de língua latina, África a Ásia. Desde então, já formou milhares de estudantes e profissionais de mais de 50 países, que fizeram desta escola um espaço para a diversidade cultural de grande envergadura, hoje referência mundial.

Inscrições     
                                                           
ficha de inscrição estará disponível neste link ou no blog www.eictvbrasil.blogspot.com, no alto da coluna ao lado, a partir de 12 de janeiro.

Visite o blog e saiba mais www.eictvbrasil.blogspot.com

Local da prova em Belém:
Regional Norte do MINC - Belém
Avenida Governador José Malcher, nº 474 - Nazaré

Maiores informações: 91-98342-1531, com Afonso Gallindo

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Visite nosso site facebook.com/comunidadedarte

Cine Líbero Luxardo integra circuito de Cinema Francófono em parceria com a Aliança Francesa

O mês de março é dedicado às programações que ressaltam e valorizam a Francofonia, uma das grandes áreas linguísticas mundiais. Os países que formam o grupo, porém, não se limitam ao idioma em comum, mas compartilham também os valores humanistas disseminados pela língua francesa. Como parte das programações do mês da francofonia, a Aliança Francesa de Belém promove aos amantes da sétima arte um Circuito de Cinema Francófono repleto de humor, suspense e emoção. Em parceria com o Cine Líbero Luxardo, Cinema Olympia, Cine Estação e o Sesc Boulevard, o circuito contempla todos os cinéfilos de forma diversificada e divertida de 04 a 31 de março, com uma programação que vai do clássico ao contemporâneo.    
      
Com horário marcado às 19h, sempre de quarta feira e domingo, o Cinema Líbero Luxardo dá início às homenagens à francofonia com exibições de longas-metragem que prometem encantar a todos. O cinema começa a sua programação, de 04 a 08/03, com o filme francês “La Vie Domestique”, de Isabelle Czajka. “Goodbye Morocco”, do francês Nadir Moknèche invade as telas do cinema local de 11 a 15/03. “L'Escale”, do iraniano Kaveh Bakhtiari está em exibição de 18 a 22/03 e o filme senelagês “Aujourd'hui”, de Alain Gomis, finaliza a programação do Cinema Líbero-Luxardo de 25 a 29/03.

Internacionalmente comemorado no dia 20 de março, a grande festa da diversidade francófona tem por objetivo celebrar as culturas de todos os países que fazem parte deste bloco de união chamado Francofonia. Assim, o evento que acontece nos cinco continentes é promovido pela Aliança Francesa de Belém na cidade, proporciona um mês de março recheado de eventos que ressaltam as culturas francófonas dos 57 países-membro, dentre eles a França, Marrocos, Bélgica, Suíça e Canadá.



Programação Cine Líbero Luxardo 
Entrada franca


De 04 a 08 de março, às 19h
A VIDA DOMÉSTICA
Título original: La Vie Domestique | Direção: Isabelle Czajka | Roteiro: Isabelle Czajka, Rachel Cusk | Gênero:  Comédia/Drama | Ano: 2013 | País: França | Elenco: Emmanuelle Devos, Julie Ferrier, Natacha Règnier, Helena Noguerra, Laurent Poitrenaux | Montagem: Isabelle Manquillet | Cinematografia: Renaud Chassaing  | Música: Éric Neveux | Distribuidora:  Esfera Filmes | Produção: Patrick Sobelman | Cor: Colorido | Duração: 93 min. |  Classificação etária: Livre


Sinopse: Juliette vai viver nos subúrbios residenciais de Paris, mas está certa de que não quer tornar-se como as outras mulheres que lá habitam, com seus maridos ausentes, filhos adolescentes, trabalho e uma casa para cuidar.

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terça-feira, 3 de março de 2015

Café Fotográfico com Viviane Gueller no Sesc Boulevard



O Café Fotográfico está de volta. Nesta terça-feira, no Centro Cultural Sesc Boulevard, às 18h. 'As Cidades Descaradas' é o tema da conversa com a artista multimídia Viviane Gueller, de Porto Alegre/RS, e conta com mediação de Flávya Mutran.
Mais informações, acesse http://fotoativa.org.br/?p=5248

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Oscar 2015 - Parte Final



E finalmente chegamos a um fim (?) dos drops para o Oscar 2015. Eu bem sei que muitos filmes ainda não estrearam em Belém, mais precisamente os mais interessantes. Todavia, há downloads, cinemas em outros Estados e até em outros países. Além do mais, por uma questão de tempo, os títulos aqui comentados chegarão, no final das contas, às locadoras. Só tentem ver o que mais chamar a atenção de cada um.

Depois de toda esta jornada com os indicados ao prêmio da indústria americana cinematográfica, não podemos dizer que a jornada não valeu a pena. Pudemos encontrar imagens novas, imagens velhas, imagens recicladas criativamente, discursos importantes (e muitos outros catastróficos), grandes atuações, trilhas sonoras surpreendentes e direções sofisticadas para que possamos perceber o que há de conquista e de retrocesso no evento mais mass-midiatizado da atualidade.



14 - Ida, de Pawel Pawlikowski: o maior concorrente do russo Leviatã é esta pequena/ grande obra prima polonesa sobre os efeitos da Segunda Guerra Mundial. Oportuna para marcar e evidenciar os males desta catástrofe Ocidental a partir de um drama familiar, sua chegada também contribui como marcador cinematográfico  para os 70 anos da libertação do campo de concentração de Auschwitz, agora em 2015.

Anna (Agata Tzrebuchowska), às vésperas de se consagrar freira, em pleno ano de 1962, tem de visitar sua tia Wanda (Agata Kulesza), antes de aceitar seus votos sagrados. Descobre, nesta ocasião, sua linhagem judia e parte com Wanda em uma dolorosa jornada para desvendar a tragédia pela qual sua família passou na Polônia.

Com um roteiro extremamente denso e sombrio, como deveria de ser, a obra é intimista, amparada pelas grandes interpretações das atrizes principais e por uma fotografia de tirar o fôlego. Cada take é milimetricamente pensado em preto & branco e lembra o trabalho dos fotógrafos suecos Sven Nykvist e Gunnar Fischer, grandes parceiros de Ingmar Bergman. Quem se interessa por temas ligados à memória, Holocausto e diáspora judia, tem neste filme um grande discurso político e artístico.


15 - Mr. Turner, de Mike Leigh: em minha humilde opinião, a nova obra do inglês (dos títulos já conhecidos Simplesmente Feliz, O Segredo de Vera Drake etc.) foi uma das maiores injustiças em termos de indicações (recebeu somente indicações técnicas, como fotografia, direção de arte, figurino e trilha sonora). Com esta cinebiografia do pintor inglês, consagrado romântico, William Turner, Leigh nos entrega um clássico instantâneo e nada acadêmico, algo difícil quando se trata de cinebios.

 Timothy Spall, ganhador do Prêmio de Melhor Ator em Cannes 2014 por esta performance, é nada mais que soberbo. Pergunto: quem viu alguma coisa de relevante no insípido do Bradley Cooper que merecesse tirar Spall da corrida? Afinal, os distintos momentos da carreira do pintor são destrinchados com inteligência e corporalidade: temos aqui os dilemas de Turner com sua primeira esposa (a distinta atriz Ruth Sheen), sua relação com o pai (Paul Jesson, também inspirado), a mudança paulatina na sua forma de pintar e de pensar, as experiências de imersão nos temas de suas telas, a paixão pela transcendência como algo passível de ser captado pelo pincel, os conflitos de egos e o mise-en-scène nos Salões da Academia londrina, até uma relação de opressão silenciosa sobre sua criada Hannah Danby (Dorothy Atkinson) e seus dias com uma iluminada Marion Bailey (a qual vive Sophia Booth, sua última esposa).

A fotografia, como tinha de ser, magistralmente criada por Dick Pope, é pintura filmada. Ganhadora da mesma categoria em Cannes 2014, além de inúmeras outras premiações, se consagra como um elemento chave para entender a beleza e a atemporalidade da obra do pintor. 


16 - O Abutre, de Dan Gilroy: outra injustiça no prêmio da academia, desta vez com a estréia na direção de Gilroy, roteirista do conhecido Gigantes de Aço, dirigido por Shawn Levy, e do cult Dublê de Anjo, dirigido por Tarsem Singh. 

Pode até ser que muitos não tiveram peito para lidar com uma obra tão sombria, cínica e crítica sobre nossos dias (ela, pelo menos, ganhou uma indicação em Melhor Roteiro Original), mas, para além desse detalhe, não deixa de ser relevante para evidenciarmos como reproduz um discurso que está posto pela mídia sensacionalista: o filme abre espaço produtivo para se problematizar espetáculos vazios, apoiados em vivências pobres e capitalizantes em torno da violência, da sexualidade e do consumo. 

Jake Gyllenhaal vive Louis, simplesmente um memorável vilão para o cinema contemporâneo. Seu personagem, articulado em discursos de auto-ajuda e de superação, é um retrato assustador das falas zumbis de vários sobre perseverança e motivação retóricas. Empertigado em uma "carreira" de sair pelas ruas da cidade com uma câmera na mão, Louis, acompanhado por um rádio com a frequência da polícia, busca e grava imagens de acidentes e crimes para vender, depois, para os noticiários locais.

Acredito que O Urubu possui um relevante discurso crítico para repensarmos o que devemos consumir na televisão, tanto aberta quanto fechada. As audiências de programas como BBB e muito outros reality shows são feridas em nossos atos de buscar coisas que valham a pena pensar e comentar.


17 - Garota exemplar, de David Fincher: pelo visto, este último post ficou com as injustiças do ano. Garota Exemplar já tinha passado nos cinemas, então muitos puderam conferi-lo. Uma pena que a nova obra do diretor americano, um surpreendente e sofisticado suspense, também ficasse legada ao grupo dos esnobados pelo Oscar 2015.

Rosamund Pike (Anne Dunne), indicada ao prêmio de Melhor Atriz, está estupenda. Ela vive a esposa de Nick Dunne (Ben Affleck), desaparecida logo no início da história, com uma delicadeza de camadas de cinismo e de personalidade assombrosas. O circo criado em torno do personagem de Affleck, com sua  condenação sumária pela imprensa, mesmo sem provas, é interessante para se problematizar o poder da mídia, a manipulação de discursos e a capitalização da tragédia alheia.

Este filme traz na trilha sonora, pela terceira vez, o trabalho de Trent Reznor com Atticus Ross (os mesmos ganharam o Oscar por esta categoria com A Rede Social). Sem dúvida, foi o repertório mais criativo e surpreendente do ano que passou. Uma pena que este trabalho minimal e sombrio não ganhou o reconhecimento que merecia.




18 - Selma, de Ava DuVernay: também concorrente para a categoria de Melhor Filme, este longa, amplamente comentado e discutido por apresentar incoerências históricas, todas em função da escolha narrativa do roteiro, traz direção segura de DuVernay, cuja maior produção foi voltada para a televisão (este é seu terceiro longa, portanto, para o cinema). Além destas informações, podemos dizer que é uma obra acadêmica, mas feita com muita paixão e profunda dignidade.

Quanto às incoerências históricas: bem, esta é uma ficção, pautada em recriação. Sua intenção não é a de ser um roteiro todo cheio de minúcias para com a complexidade do passado. E mais, não desvalido esta decisão de direção e roteiro, ainda mais quando vejo que a mesma é feita em prol de um manifesto político, o qual trata de dignidade social, entendimento da diferença, sem incorrer em motivos implícitos para práticas de sujeição e colonialismo. 

E todos estes elementos acima citados estão lá, mais uma vez, como podem reclamar uns e outros. A título destas reclamações últimas, posso responder dizendo que precisamos, anualmente (em termos de Oscar, para não generalizarem minha resposta), deste tipo de discurso para pensar que as sociedade ainda são, diariamente, minadas por preconceitos. Política é algo que se exerce no cotidiano e não a título do que seria interessante para a indústria (o tal do fictício esgotamento de temas pelo cinema não é nada mais do que retórica, pois tais "esgotamentos" não existem, ainda mais para a arte, para o ato de criar algo em que se acredita; além do mais, a arte teve sempre como pauta recriar, retroalimentar-se e elaborar novas fronteiras para o já conhecido).

A história de Selma se concentra no período em que Martin Luther King ganhou o Prêmio Nobel da Paz, com sua seguinte atuação política para obter o direito de votos para as populações negras (fato este negado até uma história recente). Como paralelo de fundo, temos os conflitos e as ações empreendidas por King e por uma crescente comunidade de ativistas para a famosa marcha a qual saiu de Selma, no Alabama, em 1965.

As atuações são muito fortes, com destaque para a brilhante e sensível criação de Tom Wilkinson (Presidente Lyndon B. Johnson); a apaixonada de David Oyelowo (Mr. King); e a participação especial e sempre muito digna e política de Oprah Winfrey (Anne Lee Cooper). A direção de arte do filme tem seus grandes momentos e a linda Canção Tema, Glory, de John Legend, Common e Lonnie Lynn, indicada nesta categoria, deve ser a vitoriosa da noite.

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Amigos, tivemos lacunas, pois não houve chance de ver as tão aguardadas obras Vício Inerente, de Paul Thomas Anderson; Relatos Selvagens, de Damián Szifron; Tangerines, de Zaza Urushadze; e Timbuktu, de Abderrahmane Sissako. Não sei quando elas vão chegar aos cinemas das locadoras nossas. 

Também não comentei Interestelar, de Christopher Nolan, pois, ainda que tenha sido muito legal, apresentou irregularidades de roteiro (o tal do final família feliz, o amor é o que supera, com pacote de explicações fechadinho, submisso às ordens do mercado) e de trilha sonora. Fiquei satisfeito com suas indicações técnicas, mesmo sabendo que o excelente trabalho de Matthew McCounaghey poderia ter ganhado mais destaque.


John

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

WikiRebels, o Documentário

WikiRebels, documentário de 2010, para quem ainda não entendeu o WikiLeaks, um dos maiores fenômenos políticos/comunicacionais mundiais, e o papel de seu criador, Julian Assange.

O documentário foi produzido pela SVT, TV pública da Suécia. Recomendado para quem não quer entender por que American Sniper, de Clint Eastwood, é um filme criminoso.