quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Instituto de Artes do Pará apresenta livro de fotografias da “Bumbarqueira”

Instituto de Artes do Pará apresenta livro de fotografias da “Bumbarqueira”

Nesta quinta-feira, 18 de dezembro de 2014, o falecido Instituto de Artes do Pará realiza o lançamento do livro “Bumbarqueira”, catálogo que reúne fotografias de Bruno Pellerin, Elza Lima, Geraldo Ramos, Janduari Simões e Paula Sampaio, produzidas durante o carnaval de fevereiro de 2012.

No dia 11 de fevereiro de 2012, o Instituto de Artes do Pará convidou cinco fotógrafos do Pará para registrar o evento “Bumbarqueira”, uma grande festa carnavalesca que, pela primeira vez, reuniu 48 grupos tradicionais de diversas localidades num grande desfile pelas ruas da Cidade Velha em Belém.
Numa jornada fotográfica de pouco mais de tres horas. Bruno Pellerin, Elza Lima, Geraldo Ramos, Janduari Simões e Paula Sampaio, captaram imagens do carnaval revigorado na Cidade Velha. A trajetória incluiu a Igreja do Carmo, a Estação das Docas, passando pelo Ver-o-Peso e tendo a Praça do Relógio como ponto de apoteose, o "Bumbarqueira" (cujo significado paraense é "grande festa") ofereceu uma mostra do que geralmente só se vê no interior do Pará: o Cordão de Mascarados Fofó, de Obidos; Boi de Máscaras Tinga, de São Caetano de Odivelas; Pretinhos do Mangue, de Curuga; Pretinhos de Santarém Novo; grupos de carimbó de Marapanim; bandas da Vigia e muitos outros, que, na grande festa, se integraram aos blocos de carnaval da Cidade Velha, aos Palhaços Trovadores, aos ritmistas de escolas de samba de Belem, aos mascarados solitários e a todos os que se fizeram presentes.
Este cenário esta agora destacado em livro, que o IAP coloca à disposição do público, marcando em conjunto um belo momento da fotografia e cultura popular do Pará.


Serviço
Lançamento do livro “Bumbarqueira” – fotografias de Bruno Pellerin, Elza Lima, Geraldo Ramos, Janduari Simões e Paula Sampaio.
Nesta quinta, 18 de dezembro de 2014, às 19h, na varanda do Instituto de Artes do Pará (Praça Justo Chermont, 236). Entrada franca.
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Equipe Ascom - IAP
Telefones: 4006-2918
E-mail: iapcomunicacao@gmail.com
Site: www.iap.pa.gov.br
Twitter: @iap_pa

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Relato de experiência | Projeto Folhas Impressas de Paula Sampaio - Bolsa IAP de Divulgação e Mediação 2014


‘Hoje eu Quero Voltar Sozinho’ estreia no Cine Líbero Luxardo

‘Hoje eu Quero Voltar Sozinho’ estreia no Cine Líbero Luxardo

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho Longa brasileiro estreia dia 17/12 e estará em cartaz por apenas uma semana, 
no Cine Líbero Luxardo, com sessões duplas de sexta a domingo (19 a 21/12)
​​
Filme brasileiro, dirigido e roteirizado por Daniel Ribeiro estreará dia 17 de dezembro no Cine Líbero Luxardo, ‘Hoje Eu Quero Voltar Sozinho’ é baseado no curta metragem ‘Eu Não Quero Voltar Sozinho’. Indicado para representar o Brasil na competição do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2015, o longa conta com a produção de Lacuna Filmes e distribuição no Brasil pela Vitrine Filmes.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Hoje (15) programa duplo de relatos das pesquisas "Puro Mar" de Fabio Hassegawa e "VHQ" de Vince. No IAP às 19h.


​  
Circuito das Artes 
convida para

Relatos das pesquisas

"Puro Mar" 
de
Fábio Hassegawa 


"VHQ"
de 
Vince
​ Souza​


​Hoje,
 segunda (15/12)
Às 19h

Teatrinho do IAP
(Pça. Justo Chermont, 236, ao lado da Basílica)

Entrada franca

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Mostra Bate-Estaca e A Primeira Noite de Um Homem no Cine Líbero Luxardo

Mostra Bate-Estaca e A Primeira Noite de Um Homem no Cine Líbero Luxardo

Confira a programação deste fim de semana (12 a 14 de dezembro de 2014)


Mostra Bate-Estaca Documentários sobre música eletrônica nas Sessões regulares 
e A Primeira Noite de Um Homem em exibição única na Sessão Cult. Entrada franca

Sessões Regulares
   
      apresentam
MOSTRA BATE-ESTACA

A proposta da mostra 'Bate-Estaca' é apresentar documentários que abordem o universo da música eletrônica em algumas de suas criações mais relevantes, ou em gêneros e movimentos que marcaram mudanças permanentes na música contemporânea.

No intuito de resgatar o interesse do público em geral para o estilo e também com o motivo de esmiuçar as razões e origens das cenas eletrônicas em outros cantos do planeta. Temas como o surgimento do Techno, do Dub Jamaico, a entrada do Drum’n’Bass no Brasil a cena do Tecno-Brega paraense e outros importantes movimentos musicais estão condensados na mostra Bate-Estaca.

Serão 05 filmes de 10 a 14 de Dezembro, sempre as 19:00 no Cine Líbero Luxardo. A mostra pode incluir pequenas apresentações com Djs e produtores convidados antes da exibição dos filmes, para multiplicar o conhecimento de quem comparecer e enriquecer a pertinência do projeto.

PROGRAMAÇÃO

12/12 - Sexta - Introduzindo o Drum’n’Bass no Brasil http://bit.ly/1xW18HN
“Introduzindo o Drum’n’Bass no Brasil” é o filme de sexta-feira (12). Dirigido por Fernanda Telles, o filme conta a história do drum'n'bass brasileiro e como o gênero venceu preconceitos nas periferias de São Paulo, conquistando sucesso na Inglaterra através da dupla Drumagik e dos DJs Marky e Patife. Nomes que participaram da explosão do gênero no país nos anos 90, como Andy, Mad Zoo, Bruno E., João Marcelo Boscolli, Fernanda Porto, Xerxes e Ramilson Maia também dão depoimentos.

13/12 - Sábado - Clash Of Cultures http://imdb.to/1yPzKIp
“Clash Of Cultures” trata da cena Electroclash. Com excelente edição, durante cerca de vinte minutos rolam cenas de festas, DJs e declarações de gente como Miss Kittin, Peaches, Fichespooner e Ladytron.

14/12 - Domingo - Brega S/A
 “Brega S/A”, de Vladimir Cunha e Gustavo Godinho, é um registro da realidade do estilo musical tecnobrega no Pará, com artistas usufruindo de uma tecnologia simples, mas capaz de gravar e distribuir a música eletrônica. Divertido e esclarecedor na medida exata.

Cinema e Música Eletrônica juntinhos na #ViradaEletrônica!
Eric Bordalo:(91) 984520298 




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        Sessão Cult
        apresenta
A PRIMEIRA NOITE DE UM HOMEM

Título original: The Graduate | Direção: Mike Nichols | Roteiro: Calder Willingham, Buck Henry | Gênero:  Comédia, Drama, Romance | Ano:1967 | País: Estados Unidos | Elenco: Alice Ghostley, Anne Bancroft, Brian Avery, Buck Henry, Dustin Hoffman, Eddra Gale, Elizabeth Wilson, Katharine Ross, Marion Lorne, Murray Hamilton, Norman Fell, Walter Brooke, William Daniels | Música:  Dave Grusin, Paul Simon | Produção:Lawrence Turman | Edição: Sam O'Steen | Fotografia: Robert Surtees | Cor: Colorido | Duração:  106 min. | Classificação etária: 14 anos 


Sinopse: Benjamim Braddock (Dustin Hoffman), um jovem recém-saído da universidade, é seduzido por Mrs.Robinson (Anne Bancroft), a mulher do melhor amigo de seu pai. Mais tarde, ele se apaixona pela filha da amante, Elaine (Katharine Ross). O filme, que transformou Dustin Hoffman em astro, retrata o rito de passagem para a idade adulta, mostrando de forma sensível e original a ciranda de emoções e descobertas típica do período de amadurecimento. Um longa-metragem que marcou época e resiste ao tempo - assim como a inesquecível trilha sonora, assinada por Simon & Garfunkel.


Sábado,13 de dezembro de 2014
Horário: 16h
Entrada franca
Classificação: 14 anos
Após a sessão, debate com críticos da Associação de Críticos de Cinema do Pará (Accpa)
Lotação: 86 lugares, com espaços para cadeirantes


Realização: Governo do Estado do Pará e Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves
Parceria: Associação de Críticos de Cinema do Pará (Accpa)
Coordenação do debate: Marco Antonio Moreira
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Cine Líbero Luxardo
Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves  |  Av. Gentil Bittencourt, 650, Nazaré, Belém, Pará
Informações: (91) 32024321 | cinelibero@gmail.com

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Gentrificação, hipsters e consumo: dos bairros, paredes e grafites à imagem no Facebook, Istangram e Tumblr.

Após bom tempo sem publicar aqui, achei que seria uma boa escrever sobre três temas que estão na ordem do dia: imagem, hipsters e gentrificação[1]. O envolvimento entre os três temas é cheio de costuras, como vamos ver. Esse texto será dividido em duas partes.

Os hipsters e um olhar sobre a cidade.  

           Na década de 1980 o movimento Antifa[2], se apropriou das formas de vestimentas, da identidade visual de alguns grupos (black/red Skinheads, etc), de extrema direita na França, Jeunesse Nationalistes Revolutionnaires eram jovens ligados a política do contexto, que reivindicavam entre outras coisas, o poder branco e a luta contra imigrantes. Os Antifas eram os caras que rechaçavam Skinheads, chegando em alguns momentos, a assimilar a vestimenta (coturnos, tipos de calças, jaquetas, etc) de skinheads e até seu código visual (suástica), engolindo a imagética dos carecas. Isso é apenas um exemplo de  como a imagem encarna nos corpos em cada contexto histórico específico. 
                 Minha mãe um dia desses observou que os jovens estão se vestindo e se comportando como os jovens da década de 1960/70, “hipsters”[3], falei pra ela, engolem traços visuais de uma cultura que já foi, mas que agora retorna em outra pele. 






            Contudo, algo que eu ainda não havia parado para pensar é que há uma    economia    por trás dessa ação de assimilar a imagem do outro, no caso dos hipsters,    de assimilação do bairro (em Belo Horizonte temos o bairro de Sta Efigênia) ou do local    (em BH ainda, temos o edifício Maleta), essa ação está geralmente  associada a querer ir   aos mesmos   locais antes frequentados pelo underground (pois algumas pessoas   só aparecem nesses   locais depois que ele foi  higienizado,     artificializado). Sobre isso nos diz Sarah Kendzior “querem mudar uma memória que outros já construíram. Isto é a economia hipster”[4].  
         Essa prática também está diretamente ligada em termos sociais a ideia de gentrificação.  Lembro da história das sub-culturas do Greenwich Village[5] e das empresas e especuladores que com o tempo perceberam que poderiam investir ali (naquela área de Manhattan em Nova York), onde estava acontecendo um fluxo grande de pessoas de classe média e classe alta. 

Greenwich Village ontem. 
Greewich Village hoje. 
         Pessoas que na época eram chamadas de Yuppies (young urban profissional), começaram a rumar para o Village, buscando novas formas de viver a vida (de querer para si, outra imagem), junto a uma comunidade de artistas que já se encontravam ali alugando galpões, apartamentos e casas por preços irrisórios (já que aquela região do Village era bem desvalorizada na época), artistas e músicos como Andy Warhol, Miles Davis, Matta Clark, Yoko Ono, passaram um tempo lá. 

No dia 16 de maio de 2014, uma artista (Katharina Grosse), um serviço ferroviário e uma agência governamental gastaram 291.978 dólares para camuflar a pobreza aos olhos do público. “Psychylustro”, foi uma parede pintada no local que desejavam maquiar. Na visão dos envolvidos, era preciso deixar a área menos feia, pois se trata de um local periférico. [6]
          Fiz esse retrospecto para chegar em um ponto: hoje, áreas gentrificadas acompanham uma economia promovida por vezes, por demandas de pessoas que desejam obter/viver uma imagem de baixa renda, ou uma imagem de uma cultura do gueto que originalmente não é a sua, mas pode vir-a-ser dependendo da assimilação de uma imagem, de uma postura, etc. Exemplo disso é boa parte (não todos) dos fotógrafos, artistas visuais e grafiteiros atuais que, nascidos entre a classe média e a classe alta, hoje participam de uma cultura do simulacro, almejando vivenciar através de imagens (vestimenta e postura em fotos no Facebook, Instagram, Tumblr, etc) e local (bairros por onde transitam), uma cultura antes impossível de ser acessada, pois muito distante de suas realidades econômicas e sociais. 
         Não é o objetivo aqui menosprezar tal postura, mas no caso das especulações que vem assolando algumas cidades, é urgente observar criticamente que, o simples ato de vestimenta, ou a adesão a padrões de comportamento e visual, sempre escondem em suas bordas, os avanços e movimentos de especuladores do mercado, marketing, design, moda e ações de imobiliárias. Pois tais fomentadores são uma fatia de uma rede invisível que hoje se prontifica 24h por dia à pesquisa desse infra fino que são as tendências atuais. Evidenciado no retorno às décadas de 1960 e 1970, e no retorno ao uso de equipamento fotográfico antigo (Lomo, Polaroid, etc) [7]  e a utilização disso para a manutenção de uma nova classe de consumidores jovens (ou adultos que curtem um retrô). 
Hoje há salões de arte específicos para um tipo de artista visual jovem, sequioso por holofotes: salões indies bombam nas redes sociais (não vou citar nenhum para não vincular ninguém a esses espaços), geralmente acompanhados de um público cativo, aqueles mesmos que fomentam as curtidas no Facebook. Parecem servir para constituição de uma imagem no virtual, para a definição de uma identidade do artista e um status vinculado as comunidades em rede. 
              Esse perfil também pode ser construído e encomendado mediante o contato com as empresas de gerenciamento e consultoria (sites como Não Salvo, Mecenas Cultural, Full Time, Different – Consultoria e projetos, etc),  ajudam empreendedores, artistas iniciantes e artistas que ainda não compreendem a lógica dos editais a realizar seu projeto. Também podemos citar os personals image maker’s (http://imagemakerconsulting.com/, http://www.josephrosenfeld.com/making-the-most-of-your-personal-image/,http://www.practical-wellness-guide.com/physical/personal-image-and-appearance/, etc), que nada mais são do que profissionais que elaboram e constroem sua imagem a partir de demanda, sejam elas quais forem.  
              E no bojo central de tudo isso, muitas coisas morrem, a experiência é uma delas. A faculdade conviver com a diferença e as crises provenientes disso são todas anuladas quando se espera estar entre os seus num ambiente higienizado (como ocorrem nas gentrificações), longe do underground violento e sem regras, ou na busca por experiências via editais de cultura, onde a única exigência, talvez seja por fim, uma boa performance (resultado de um bom texto escrito).




        O problema maior é matar a experiência como nos diria o filósofo Gilles Lipovetsky, transformando-a em objeto mercantil e item de colecionador, já que o consumo hoje (talvez há duas décadas), não se resuma apenas a objetos, mas a venda de experiências que produzam adrenalina e impacto corporal: esportes radicais, grafite, cirurgia invasiva, escarificações, modificações corporais, ou em outro sentido, as novas modalidades de turismo, o chamado turismo perigoso ou as visitas à favelas no Rio de Janeiro....   [continua....]
          

 
1. Fenômeno que afeta uma região ou bairro pela alteração das dinâmicas da composição do local, tal como novos pontos comerciais ou construção de novos edifícios, valorizando a região e afetando a população de baixa renda local. Tal valorização é seguida de um aumento de custos de bens e serviços, dificultando a permanência de antigos moradores de renda insuficiente para sua manutenção no local cuja realidade foi alterada.” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Gentrifica%C3%A7%C3%A3o)

2.O termo antifa deriva de antifaschismus, antifascismo em alemão. Ele se refere a indivíduos e grupos dedicados a combater o fascismo. Veja esse documentário interessante sobre eles:

3.Hipster é um termo frequentemente usado para se referir a um grupo de pessoas pertencentes a um contexto social subcultural da classe média urbana. A cultura hipster faz parte da variedade de subculturas que coexiste com a cultura mainstream.

7.  Como ser um hipster no Instagram e aplicativos para hipsters: http://www.tudocelular.com/apple/noticias/n34984/android-ios-hipsters.html