sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Guerreiras da Amazônia, Icamiabas estreiam na TV Cultura do Pará

Guerreiras da Amazônia, Icamiabas estreiam na TV Cultura do Pará
No próximo sábado (18), às 10h, a TV Cultura do Pará estreia a série "As Icamiabas na Cidade Amazônia", do Edital Cultura de Audiovisual. A produção é 100% paraense. 


Lendárias guerreiras da Amazônia, as Icamiabas eram mulheres fortes e que não costumavam levar desaforo para casa. A missão das indígenas era proteger a tribo e, assim, evitar ataques de possíveis invasores. O imaginário deu lugar à fantasia e serviu de inspiração para o Iluminuras Estúdio criar a animação "As Icamiabas na Cidade Amazônia", a terceira série contemplada pelo Edital Cultura de Audiovisual.

Com direção de Otoniel Oliveira, que também assina a criação ao lado de Petrônio Medeiros, a produção paraense terá lançamento simultâneo neste sábado (18), às 10h, na TV Cultura do Pará, e no Cine Líbero Luxardo, da Fundação Cultural do Pará, com sessão para o público. A animação segue em exibição no dia 25 deste mês e dias 2, 9 e 16 de dezembro, sempre no mesmo horário na emissora.

A animação de cinco episódios em animação 2D se passa na fantástica Cidade Amazônia, onde os antigos Deuses se aposentaram, e agora os conflitos entre os seres encantados e os humanos passam a ser resolvidos por suas enviadas, as Icamiabas. Iuna, Laci, Conori e Thyhi são quatro meninas guerreiras, cada uma regida por uma fase da lua, que dividem sua rotina entre as tarefas comuns do dia a dia e as batalhas engraçadas para manter a harmonia na cidade. Cada personagem possui uma personalidade diferente, o que deu um tom divertido à série.

"Apesar de falar da Amazônia, a série tem uma temática universal. Nossa preocupação foi criar um produto com referência amazônica e da nossa cultura local. As pessoas vão perceber que temos toda uma arquitetura tapajônica e marajoaras nas cenas. Por exemplo, a Cidade Amazônia é uma versão fantástica de Belém, onde as árvores vivem pertinho dos prédios. Bacana destacar também é que montamos uma equipe de animadores para dar conta do trabalho e formamos nova turma de animadores em Belém. Então, isso aqueceu o mercado, pois trouxemos capacitação também", explica Andrei Miralha, um dos criadores da animação.

Para atrair a atenção do público, principalmente o infantil, os animadores apostaram na temática da representatividade, que foi inserida de forma dinâmica nos cinco episódios. O roteiro ágil e recheado de referências locais também ganhou dublagens carregadas com o vocabulário regional e paraense.

"Se a gente gosta de ver super-heróis porque não fazer fantasias de poder com indígenas? Com mulheres amazônicas? Então, além das personagens e dessa estrutura toda, a gente construiu a narrativa com referências de todas as cidades do Norte porque achamos que a representatividade do Norte ainda é pequena dentro desse segmento da animação. Queremos que a audiência e as crianças vissem um lugar em que elas pudessem se reconhecer, ao mesmo tempo em que fosse um lugar fantástico para despertar a animação. Queremos que as pessoas de fora também vejam um lugar possível da realidade amazônica", destaca Otoniel Oliveira, diretor da série.

As Icamiabas são velhas conhecidas do telespectador da TV Cultura do Pará. Em 2012 a animação ganhou espaço na interprogramação da emissora em três episódios de um minuto cada. O sucesso foi tão grande que o estúdio de animação se inscreveu no Edital Cultura de Audiovisual, em 2014, e teve a ideia aprovada para realizar a série. E, dessa vez, a missão foi grande. Com a proposta de fomentar o mercado no Pará, o estúdio contratou uma equipe com 25 pessoas e formou novos animadores em Belém. Isso só foi possível porque o Iluminuras Estúdio recebeu orçamento total de R$ 500 mil, conforme previa o edital.

"Estou fazendo animação há quase três anos, antes disso eu só trabalhava criando ilustrações para algumas empresas. Ai surgiu a oportunidade do curso no Iluminuras para ingressar na equipe que trabalharia nas Icamiabas. Depois de 30 dias de treinamento, fui selecionado e fiquei muito feliz. Eu me descobri profissionalmente produzindo a série. Fiquei fascinado com a animação e decidi trabalhar com isso pelo resto da vida, é uma coisa que me dá muito prazer e onde me sinto realizado", conta Gizandro Santos, de 29 anos, um dos animadores paraenses contratados pelo Iluminuras.

O Iliminuras Estúdio preparou uma sessão especial para o lançamento do primeiro episódio da série neste sábado (18), às 9h, no Cine Líbero Luxardo. Para animar o público, a programação vai ter oficina de maquiagem e cosplays, além de um quiz que valerá brindes. Logo após a exibição do episódio, marcada para às 10h, haverá bate papo com os criadores, que vão falar sobre o processo criativo da série. Eles vão apresentar os principais elementos de uma animação.



Edital

"As Icamiabas na Cidade Amazônia" foi umas das quatro séries contempladas pelo Edital Cultura de Audiovisual, lançado em 2014, pela Cultura Rede de Comunicação. A TV Cultura do Pará foi a única emissora pública do Norte do Brasil a garantir edital voltado para área em parceria com a Agência Nacional do Cinema (Ancine). No total, foram destinados R$ 3 milhões para produtoras paraenses selecionadas realizarem as minisséries, sendo R$ 1 milhão de contrapartida da emissora e R$ 2 milhões da Ancine. Até o final do ano, a Cultura Rede de Comunicação deve lançar um novo edital de audiovisual. A série será reapresentada nos dias 19 e 26 de novembro e 3, 10 e 17 de dezembro, sempre às 16h45. 

-- 
Cultura Rede de ComunicaçãoBruno Magno - Assessoria de Imprensa
(91) 98109-0841/ 98895-8191/ 4005-7774
Siga a Cultura nas redes sociais: 
Twitter: @portalcultura
Instagram: @portalcultura 
Facebook Jornalismo:  www.facebook.com/jornalismocultura 

terça-feira, 7 de novembro de 2017

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Show do jamaicano Peter Tosh é destaque no Rototom

O programa é dedicado aos 30 anos sem o jamaicano e traz um espetáculo gravado em 1983, na Califórnia, que deu origem ao disco "Captured Live" com clássicos do artista, incluindo sua versão de Johnny B. Goode


Como homenagem aos 30 anos sem Peter Tosh, o Rototom Rádio Reggae desta semana apresenta o jamaicano numa performance, ao vivo, gravada em 1983, no the Greek Theatre, Los Angeles, Califórnia. A apresentação -  que contou com a abertura luxuosa de Dennis Brown -  deu origem ao disco “Captured live” e tornou-se um dos discos, ao vivo, mais influentes e comentados na história do reggae.



O disco foi lançado em 1984 e o DVD em 2002, e traz clássicos de todos os discos de Tosh, com Exceção do “No Nuclear War”, lançado só em 1987. Durante a apresentação você confere a versão de Tosh para o clássico de Chuck Berry Johnny B. Goode e inusitados solos de rock durante todo o show.  A banda era formada por George 'Fully' Fullwood no Baixo; Carlton 'Santa' Davis na bateria; Keith Sterling nos teclados; Donald Kinsey na guitarra solo; 'Vision' Walker e Winston Morgan na Percussão e Stevie Golding também na guitarra



Nascido Winston Hubert McIntosh, em Westmoreland no dia 19 de outubro de 1944, Peter Tosh viveu na favela de Trenchtown, em Kingston, capital da Jamaica. Iniciou cantando e tocando guitarra ainda na juventude, influenciado pelas rádios norte-americanas.  No começo dos anos 60, conheceu Bob Marley e Bunny Livingston (Wailer), juntos formaram o Wailing Wailers. Em 1966, os três aderiram à cultura Rastafari, mudaram o nome do grupo para The Wailers, lançando os clássicos  "Catch a Fire"(1972) e "Burnin’"(1973).


Em 1974, deixou o grupo por conta de falta de entendimento com a Island Records. Tosh, dois anos depois, lança seu primeiro disco solo, "Legalize It", essa faixa, que dá título ao disco, torna-se um hino do movimento pró-liberação da canabis e no maior single vendido na Jamaica até então. Um ano depois, foi a vez do álbum "Equal Rights"  disco que demonstra claramente a visão militante do artista.



No final dos anos 70, lançou também os discos "Bush Doctor" e "Mystic Man" e, em 1981, "Wanted Dread And Alive", os três sairam pela gravadora dos Rolling Stones. Em 1983, ele sumiu de cena, entrando num autoexílio e buscando mais espiritualidade.  Em 1987, a carreira de Tosh mostrava que estava voltando ao topo. Foi nesse ano que ele recebeu um Grammy por Melhor Performance de Reggae, pelo álbum "No Nuclear War". No entanto, no dia 11 de setembro, logo após dele retornar à Jamaica, foi assassinado por uma gangue. Tosh deixou um importante legado musical, espiritual  e de atitude no mundo reggae

Serviço:
Programa Rototom Rádio Reggae – O som de todas as Pedras “Especial 30 anos sem Peter Tosh” apresenta  um  espetáculo gravado em 1983, na Califórnia, que deu origem ao disco "Captured Live" com clássicos do artista jamaicano. Sábado, 07 de outubro, na Rádio Cultura do Pará, 18h - http://www.portalcultura.com.br/node/495 

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Iniciadas as gravações da série “Cientistas que ninguém quis ouvir”

PRODUTORA PARAENSE INICIA GRAVAÇÕES DA SÉRIE "CIENTISTAS QUE NINGUÉM QUIS OUVIR"



Com roteiro e co-direção do paraense Ismael Machado, série contará histórias de por trás de grandes descobertas científicas no Brasil

Começaram nesta quarta-feira (04), as filmagens da série documental ‘Cientistas que ninguém quis ouvir’, produzida pela amapaense Castanha Filmes em parceria com a produtora Amora Filmes e com a participação da produtora paraense Montagem Paralela. A série documental contará as histórias por trás de grandes descobertas científicas que ocorreram no Brasil nas últimas décadas a partir do relato dos cientistas.

A série foi uma das vencedoras do edital Prodav 8 em 2015, direcionado a TVs públicas pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Com 13 episódios de 26 minutos, “Cientistas que ninguém quis ouvir” aborda o trabalho de pesquisadores que em determinado momento de suas carreiras lançaram uma ideia ou projeto, foram questionados ou rejeitados, mas com o passar do tempo tiveram as teses aceitas.

Pitada paraense

O roteiro dos episódios é do paraense Ismael Machado (Montagem Paralela), com direção de produção de Michelle Maia (Montagem Paralela), direção geral de Célio Cavalcante Filho (Amora Filmes) e coordenação geral de Gavin Andrews (Castanha Filmes).

“A série vai em busca dessas histórias que ficam escondidas atrás dessas descobertas, além de mostrar um lado que a população em geral não conhece. Ser pesquisador no Brasil é um trabalho árduo e muitas vezes inglório e o 'Cientistas...' mostra isso. Cada episódio é praticamente uma história de redenção desses personagens", diz o roteirista e co-diretor do projeto.

Entre os temas abordados pela série estão a relação entre Zika e microcefalia; Doença de Chagas e açaí; Medicina indígena versus medicina tradicional; agricultura sintrópica; maconha medicinal; cotas raciais; clima e desmatamento, entre outros temas. As filmagens encerram no final de dezembro e a série está prevista para estrear em 2018. 

A primeira etapa de filmagens será em São Paulo. Depois a equipe segue para Macapá, Manaus e Belém, onde mais três episódios serão filmados. Há episódios no Nordeste, Brasília, Rio de Janeiro e Goiânia.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Salão de Arte Primeiros Passos CCBEU 2017

Informamos que no dia 01 de setembro estão abertas as inscrições para a 1ª fase do 26º Salão de Arte Primeiros Passos do CCBEU.

É o único salão do Norte que incentiva e premia novos artistas no campo das artes visuais.

No cartaz consta o calendário das etapas: inscrição, seleção, abertura e exposição.



Site sobre Glitch da artista Kim Kardashian, sim, ela também é glitchzeira:



terça-feira, 29 de agosto de 2017


Punk Singer é um petardo, se não vistes ainda. Saiba quem foi Katlin Hannah e a importância dela
para movimentos como o DIY, a cultura dos fanzines e principalmente para o movimento da quarta onda feminista.

domingo, 20 de agosto de 2017

Vocês já ouvirAM FALAR DE Noise Industrial japonês?? Pois eh, eu também não, mas como gosto de podreiras e escuto muito noise guitar (Sonic Youth, Pavement, etc) e alguns trash`s industriais (Ministry, Helmet, etc) e andei procurando um filme chamado Tóquio Noise (ainda não encontrei, se alguém encontrar, por favor, postem aqui nos comentários), encontrei esse cara aqui e acho que ele está ligado de alguma maneira ao movimento Glitch (matéria pra outra postagem), segue aih um pouco do trabalho do Merzbow. Terrívelmente bom !! 


Merzbow é o projecto/alcunha do músico japonês Masami Akita (nascido em Tóquio, Japão no ano de 1956) que conta, de quando em quando, com a partipação de sua esposa, Reiko A., em apresentações ao vivo e gravações.
Trabalhando a partir de sons produzidos por aparelhos elétricos quebrados em sua casa, e influênciado pelo Dadaísmo das colagens feitas por Kurt Schwitters, começou por fazer pequenos experimentos sonoros, que segundo o próprio Masami em uma entrevista para Dixon Christie, foram se tornando cada vez mais incontroláveis, e gravava a maioria desses sons experimentais, decidindo então transformar isso em um projeto, sendo considerado o pioneiro do movimento Noise no Japão. Desde quando começou a produzir, em 1981, Akita já lançou mais de 50 álbuns e continua a se apresentar até os dias atuais. Masami atualmente participa do PETA e se preocupa em sempre divulgar os ideais de preservação da vida animal e da natureza. 
 
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Merzbow



 


Site da artista Louise Lawler. 

http://www.artnet.com/artists/louise-lawler/